Quando é bom não estar “Nem aí”

Salmo 131: “1 Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim.  2 De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança. 3 Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!

As vezes pessoas chegam a momentos em que desistem de si mesmos, dos seus sonhos, e do chamado de Deus para as suas vidas.  Quando nos vemos nesta situação, falamos coisas como “Não estou nem aí… com o que as pessoas pensam de mim… com o padrão de ‘sucesso’ deste mundo (ou da igreja)… com o que vai ser da minha vida”, etc.  

É claro que essa é uma atitude bastante perigosa porque expressa apatia, indiferença e egoísmo.  Mas as vezes um cristão pode sentir algo semelhante a isso por motivos bons.  Aos 45 anos há muitas coisas que já foram importantes para mim em outras épocas mas agora não são.  

Por exemplo, ao longo dos últimos 28 anos que sou missionário eu tenho trabalhado com vários ministérios e até “movimentos” a nível internacional.  Fazer parte de uma comunidade que está trazendo o Reino de Deus no mundo todo através de uma variedade imensa de projetos é muito empolgante.  De fato, eu cresci no contexto de missões cercado por pessoas de todas as nações e culturas.  Eu fui criado num contexto onde eu sempre ouvia jovens falando sobre transformar o mundo e a volta iminente de Cristo.  

Mas agora eu já não sou tão levado por novas ondas de pensamento ou ativismo cristãos.  Eu ainda tenho paixão para servir ao Senhor, mas agora entendo que os relacionamentos duradouros são o que mais importa.  É uma honra ser convidado para falar numa conferência ou alcançar uma posição de liderança num ministério grande.  Porém, você pode experimentar estas coisas e ainda continua vazio por dentro.  O essencial é o relacionamento com o Senhor Jesus e com o pequeno grupo de pessoas que formam a sua família espiritual.  

Neste sentido eu posso falar que não importo mais, mas não me refiro ao meu chamado e a grandeza da missão de Deus.  Eu oro que o Senhor me ajude a nunca perder a minha paixão por estas coisas.  Eu sei que um cristão jamais deve desistir de si mesmo, dos seus sonhos, e do chamado de Deus para a sua vida.  Porém, eu creio que parte da maturidade em Cristo é não se preocupar tanto com as coisas, “Grandiosas” e “Maravilhosas demais” para ti (Salmo 131:1).  Assim como Salomão disse que não há nada melhor na vida do que “Comer, beber e encontrar prazer em seu trabalho” (Ecl. 2:24).  

É claro que a realização do discípulo de Cristo não está na glutonaria, consumismo e vanglória.  Mas entendemos as palavras de Salomão à luz da palavras de Paulo: “A piedade com contentamento é grande fonte de lucro,…por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm. 6:6-8).  

Amados em Cristo, o meu encorajamento a vocês e a mim mesmo é o seguinte.  Vamos deixar de lado toda a vanglória humana e viver só para o galardão do servo fiel.  Se tão somente assim fizermos pelo dependência do Espírito Santo, um dia receberemos um galardão incomparável.  E não só no futuro, mas agora mesmo, se aprendermos a pensar assim… nós já teremos e temos a vida eterna que Jesus prometeu.  

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